segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A INTELIGÊNCIA COMPETITIVA REALMENTE ATENDE OS TOMADORES DE DECISÃO?

Não basta ter um processo de Inteligência. É preciso gerar Vantagens Competitivas para a organização


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Para quem tem lido, estudado ou trabalhado com inteligência competitiva, se torna difícil negar o visível crescimento do uso de práticas de inteligência nas organizações brasileiras. Não quero me basear em uma série de pesquisas acadêmicas que tenho visto, mas mesclar isso com o dia a dia de executivos de grandes corporações, para formular um questionamento que intriga: as áreas de inteligência, ou processos, ou equipes têm entregue aos executivos e suas companhias algo que realmente gere resultados e valor para os negócios destas companhias?

A inteligência competitiva, ou de mercado, no âmbito dos negócios de uma organização, deve ser percebida como eficaz se o esforço de captura, análise e interpretação de informações relevantes geram de fato ações dos executivos que recebem estas análises e informações. A inteligência tem sua missão alcançada quando ela consegue, através de uma forma contínua de captura e análise de informações, gerar vantagens competitivas sustentáveis. Caso o processo de monitoramento do ambiente de negócios não gere isso, é preciso verificar onde estão os gaps e necessidades de ajuste.

O fato de ter um processo de inteligência na organização é um excelente passo, mas a preocupação constante é com o que gera este processo e que utilização estão fazendo os executivos dos outputs deste processo. A Palm mantinha um processo de inteligência. A Polaroid manteve durante tempos um grande sistema de informações de marketing e por aí vai.

Não se chega a uma tese de doutorado, mas através de observações mais empíricas da atuação das áreas de inteligência em empresas brasileiras e multinacionais no Brasil, se consegue identificar que os executivos esperam das áreas e profissionais de inteligência:

- Geração de vantagens sobre a competição;

- Geração de cenários de futuro e os impactos se estes cenários se concretizarem;

- Execução de fluxo contínuo de informações e conhecimentos estratégicos sobre o ambiente de negócios;

- Suporte às decisões críticas da organização.


E ao mesmo tempo, observa-se que as áreas e profissionais de inteligência tem como prioridades e alocação maior de tempo:

- A captura e organização de informações;

- A tentativa contínua de captura de informações primárias junto às áreas da organização;

- Montagem e implementação de tecnologias de informação para processamento e cruzamento das informações;

- Compartilhando tempo com tudo isso, a análise de informações.

Quer me parecer que se este modelo e essas distribuições são as vigentes na sua organização, tenha cuidado para não frustrar as expectativas dos seus executivos.


Fonte: http://www.amanha.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7386:os-executivos-sao-realmente-atendidos-pelas-areas-de-inteligencia&catid=109:inteligencia-competitiva-por-eduardo-lapa&Itemid=171

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